Costeira é uma proposta de pintura digital formada por três imagens distintas sequenciadas em um movimento repetitivo, característico do formato GIF e também das ondas do mar rebatendo na encosta. Integra a série  “A medida do mundo“.

Abaixo você confere um pouco do processo de criação e a trajetória desse trabalho:

Janeiro de 2016, travessia de Lagoinha de leste ao Pântano do sul – Florianópolis/SC esse é o contexto de onde derivam as imagens utilizadas. Do sol forte da metade do dia, de um pequeno grupo de pessoas margeando a ilha e uma baleeira oscilando em mar aberto. Uma pintura abstrata.

A vontade de fotografar o trajeto denunciava a estranheza e vulnerabilidade da situação, voltar os olhos para a margem parece inevitável, por mais seguro, confortável e deslumbrante que possa ser a experiência de contempla-la de uma embarcação (há quem discorde – marinheiros com pouca experiência, suponho).

Olhar para a margem, nesse caso, é reconhecer padrões e identificar neles o banal do dia-a-dia. A paisagem minuciosa oferece variações sutis, necessita um instante para que se perca ao contempla-la.

As práticas artísticas ditas “contemplativas” são reconhecida por integrarem a arte e a cultura com o cotidiano, trazendo beleza e sabedoria para nossas vidas. Ao trabalhar a pintura em formato GIF, procuro me apropriar da contemplação da paisagem inserindo-a através de dispositivos digitais.

Esse trabalho foi apresentado inicialmente durante o pavilhão Homeostase Lab – The Wrong, Bienal de Arte Digial, 2016, integra a primeira edição da publicação digital lida , em 2019 passou a compor o projeto  “A medida do mundo” e está disponível para visualização e compartilhamento em minhas redes.

Talvez você já tenha ouvido que “navegar é preciso e viver, não”, é como se pudesse visualizar essa afirmação no movimento continuo do oceano ou em cada loop de uma sequencia abstrata que ocasionalmente possa ter em mãos. Viver é impreciso.

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