Deriva (o) Cárcel é um trabalho de poesia visual realizado durante o Laboratorio de manipulación poética – Espacio de Arte Contemporáneo/Montevideo.

Ao longo de dois meses, todas as manhãs de sábado nos reunimos com o intuito de fazer o mundo um lugar melhor (rs).

Apesar da argumentação parecer de longe um pouco genérica, o que se passa não é fake news – sim, abordamos por diversas vezes a veracidade das informações  que consumimos e manipulamos diariamente, nossa percepção individual e coletiva daquilo que (re)produzimos…originais, cópias, cópias das cópias.

Talvez devesse inserir aqui que havia se passado um pouco mais de um mês desde que migrei. Tudo bem, a gente sempre acaba escolhendo o caminho que é para ser (ou o contrário). Podemos chamar de destino ou acaso, ambos direcionam uma realidade outra.

Nada de fantástico, as variações escancaradas permanecem muito sutis – e como é bom parar e observa-las. O vento passa e leva quase tudo.

Uma prisão desativada, o tenha como cenário desses encontros e as fotografias de seu entorno seguem o enfoque de Fábula. Dispositivos para ações poéticas.

Em Cordon Norte existe esperança e não podemos precisar quantas quadras a fita roxa percorreu até enroscar naquele canteiro. Por um momento é possível parar na história que são das coisas e/ou então ficciona-las.

Eu Qrtizo

Tu Qrtizas

Ele Qrtiza

Nós Qrtizamos

Vós Qrtizais

Eles Qrtizam

Algo sem sentido, a chave, aquele breve espaço-tempo compartilhado.

 – croma nas palmeiras?  (e os tanques de guerra?)

Libertad o Muerte.  Si cambiamos ¿qué hacemos con la isla?

sem direção (ou) estamos presos